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07
mar
2012

OSTEOPATIA (no Trabalho)

 

Quando aplicada dentro de uma anáise global, inclusive no próprio ambiente de trabalho, a Osteopatia serve como excelente ferramenta de prevenção de LER/DORTs (Distúrbios Osteomusculares relacionados ao trabalho) e/ou de qualquer tipo de dor/disfunção que acompanha o trabalhador no seu posto de trabalho.

Com uma exigência de espaço e equipamentos praticamente nula, a Osteopatia é de rápida aplicação e os funcionários retornam ao trabalho sem perder preciosas horas de trabalho ou correrem o risco de continuar sofrendo com inadequações ergonômicas.

Todo o projeto implantado pela laborAll na sua empresa conta com a linha de raciocínio da Osteopatia, ou seja, levamos em consideração como os agentes ergonômicos interagem com respostas fisiológicas antes de considerarmos que há um NEXO CAUSAL estabelecido, além disso, as Avaliações Ergonômicas, a Ginástica Laboral, as Avaliações Admissionais e as Avaliações Periódicas também enfocam isso, minimizando as horas perdidas e os casos de afastamento por DORTs.

Breve História da Osteopatia

O termo Osteopatia foi usado pela primeira vez pelo Dr. Andrew Taylor Still (1828 - 1917). Ele utilizou o termo para definir sua nova profissão: Osteopata. O termo vem da junção de duas palavras, osteon que significa osso e pathos que significa disfunção. Este termo passou a ser usado por Still na década de 1880.

Andrew Taylor Still foi um médico norte americano que estava convencido que os cuidados médicos em seu tempo (século 19) eram bastante inadequados. Após a perda de três crianças devido a meningite em 1864, Dr Still focou-se em estudar a natureza da saúde, adoecimento e doença. Seu objetivo era encontrar métodos definitivos para curar e prevenir tudo o que afligia seus pacientes.

Após anos de estudos Dr. Still percebeu as ligações anatômicas do corpo o que o fez acreditar que os ossos poderiam ser usados para aliviar pressões em artérias, veias e estruturas neurais.

Este conceito pode ser entendido pelo fato das estruturas vasculares e neuronais passarem entre ossos ou orifícios (forames) próximos aos ossos. Estes são os locais em que elas são mais vulneráveis a compressão óssea e a alteração de sua função. Além há a influência da fascia, que é um tipo de tecido conectivo que fixa os ossos. A fascia envolve todos os músculos, nervos e estruturas vasculares, quando estiradas ou torcidas pelo uso excessivo ou traumas, as estruturas miofasciais restringem não apenas a mobilidade óssea, mas também comprimem estruturas neurovasculares perturbando suas funções.

O principal conceito da criação da osteopatia é o princípio da AUTOCURA. Still acreditava que o corpo em equilíbrio é capaz de se autocurar, por isso era necessário não só saber diagnosticar a dor do paciente mas sim a origem do que causava aquela dor. Tratando a causa primária da dor o corpo teria em mãos o poder de novamente reequilibrar-se.

Osteopatia segundo Still:

"It is a scientific knowledge of anatomy and physiology in the hands of a person of intelligence and skill, who can apply that knowledge to the use of man when sick or wounded by strains, shock, falls, or mechanical derangement or injury of any kind to the body."

Desde então a osteopatia vem evoluindo através dos estudos anatômicos e fisiológicos do corpo humano.

Para saber mais: Robert C. Ward et al Foundations for Osteopathic Medicine, 2ª ed. Editora Lippincott Williams & Wilkins, 2002.

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